Nível de deslocamento forçado sobe para recorde de 110 milhões, diz ONU
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Foto: AFP/Reprodução -
De acordo com um relatório da ONU, o ano de 2022 registrou o maior número de pessoas forçadas a deixar suas casas desde 1970. Aproximadamente 110 milhões de pessoas ao redor do mundo estão atualmente deslocadas, conforme apontado pelo relatório.
Para ter uma noção da magnitude desse número, ele equivale à metade da população brasileira ou cerca de 1,5% da população global. Essa abrangência abrange diversos casos, e o termo "deslocados" engloba pessoas que foram obrigadas a deixar suas residências devido a conflitos armados, violência ou desastres naturais.
Os conflitos que mais desejaram para esse cenário foram a disputa entre Rússia e Ucrânia, o Afeganistão, a Síria e a guerra civil no Sudão. Esses eventos resultaram em um aumento de 21%, o que representa 19 milhões de deslocados a mais em comparação a 2021.
Na Ucrânia, por exemplo, 8 milhões de pessoas perderam o país, enquanto outros 6 milhões foram deslocados internamente. Esses números correspondem a mais de 30% da população ucraniana, caracterizando uma crise migratória mais intensa desde a Segunda Guerra Mundial.
Além dos conflitos mencionados, outros fatores como ocorreram, violência política, pobreza e mudanças climáticas também provocaram para os deslocamentos em várias partes do mundo.
Em resumo, embora os deslocados forçados representem apenas 30% da população global, é alarmante observar que 40% deles são menores de idade. Essa estatística comprovou a vulnerabilidade e o impacto desproporcional que essa situação tem sobre as crianças.

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